A depreciação e os custos logísticos

A depreciação e os custos logísticos

Em qualquer negócio, o cálculo e controle de custos é importante para que sejam obtidos resultados positivos. Os custos estão relacionados ao preço repassado aos clientes, influenciando a competitividade da empresa e a lucratividade.

Na logística, o custo é formado pela soma de todos os gastos com as operações como armazenagem, estoque, inventário, transporte, processamento de pedidos, entre outros. Identificar os custos costuma ser uma tarefa complexa, que envolve o controle de horas trabalhadas, do consumo de materiais e recursos como água, luz ou energia por atividade, setor, serviço, produto ou etapa.

Um custo que por vezes não é levado em consideração, é o decorrente da depreciação. A depreciação não gera saída de dinheiro do caixa, talvez por isso passe despercebida no cálculo do custo de muitas empresas. Ela representa o desgaste ou desvalorização dos bens utilizados na prestação de serviços ou produção.

O cálculo é relativamente simples: basta identificar o valor de compra do bem, a vida útil (tempo que será utilizado pela empresa) e o valor de estimado de revenda ao final da vida útil. Depois é calculado o valor depreciável (valor de compra menos valor de revenda), que será dividido pela vida útil em meses.

Incluindo o valor da depreciação no custo, a empresa possibilita a formação de uma reserva para fazer a substituição do imobilizado no futuro, já que os bens do ativo imobilizado tendem a se tornar obsoletos com o tempo. A depreciação representa o dinheiro a ser guardado para evitar que os bens se tornem sucateados ou comprometam a capacidade produtiva da empresa.

Tomando como exemplo uma transportadora, a depreciação representa a desvalorização dos caminhões. Ao ser incluída no custo do km rodado, possibilita que sejam guardados recursos para a substituição futura do veículo, quando esse não estiver mais em condições de ser utilizado na prestação de serviços, ou quando seu custo de manutenção se tornar muito elevado.

Professora: Dra. Ângela Maria Haberkamp
Doutora em Ciências Contábeis
Prof. do Centro de Gestão Organizacional

 

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