A UBIQUIDADE AINDA VAI AFETAR A SUA VIDA E SEUS NEGÓCIOS

Atualmente, tem se falado muito no uso de tecnologias móveis e na ubiquidade. De acordo com Leite (2008), ubique é um termo que vem do latim e significa por toda a parte, ou seja, compreende a utilização das Tecnologias de Informação em qualquer lugar e a qualquer momento, rompendo as barreiras impostas pelo tempo e pelo espaço. Diante deste contexto, levanto a seguinte questão: como a ubiquidade afetará o nosso dia a dia e os nossos negócios?

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O comércio exterior e a logística

 

Cristina Marmitt
Ma. em administração – Coordenadora do Curso de Comércio Exterior da Univates.

Há várias razões para uma empresa se internacionalizar. Dependendo do porte da empresa, a internacionalização é a forma encontrada para expandir a sua cobertura de mercado quando o mercado nacional já está saturado. Outra razão pode ser, tanto para empresas de grande porte como de pequeno porte, fortalecer a marca a nível nacional por ter se tornado uma empresa global. Isto traz reconhecimento e credibilidade do consumidor local. Outras vantagens que se tem ao ingressar nesse novo universo são: o acesso a novas tecnologias de produção e o aumento na escala produtiva, o que pode reduzir os custos e gerar aumento de lucratividade; a utilização de novas tecnologias para a realização de negócios, assim como a formação de novas parcerias estratégicas, pois as empresas na maioria das vezes precisam se adaptar a uma nova realidade.
Como se pode ver, o comércio exterior traz várias vantagens às empresas, mas para que este processo seja realizado com sucesso, além de encontrar clientes que, as vezes, podem estar do outro lado do planeta, a empresa deve se preocupar com todas as etapas logísticas envolvidas, como: buscar fornecedores de matéria prima, produzir, armazenar e buscar o melhor modal de transporte para levar o produto nas condições ideais até o destino final. Todo este processo faz parte do papel do profissional de logística e deve ser feito com eficiência, pois além de ter que manter a integridade do produto, o mesmo deve chegar para o cliente a um preço competitivo.
Em relação à logística de transporte o Brasil, ainda enfrenta um grande problema que é a dependência do modal rodoviário no transporte interno. Como o Brasil é um país de grande extensão territorial e não se tem uma estratégia de ligação entre ferrovias, rodovias, portos fluviais com portos marítimos, o transporte pode encarecer o produto e fazer com que o preço do produto não seja competitivo no mercado internacional. Em relação ao transporte para fora do país, o profissional da logística deve avaliar os custos e características do modal escolhido, por exemplo: o modal aeroviário pode ser o mais rápido, mas também o mais caro dependendo o tipo de produto, ou o modal ferroviário ter o custo mais baixo, mas não chegar até o ponto acordado no contrato de venda da mercadoria, não sendo assim possível utilizá-lo.
Desta forma pode-se concluir que o comércio exterior precisa de uma logística eficiente e que os profissionais do comércio exterior e da logística devem trabalhar em parceria para conseguir atender e satisfazer as necessidades dos seus clientes.

A importância da documentação no serviço logístico

Você já esteve em algum restaurante, posto de combustíveis ou outro ambiente consumindo os serviços e na hora de pagar a conta alguém lhe perguntou: você precisa de nota ou recibo?

Por mais simples que possa parecer essa pergunta, quando um motorista, um comprador, um vendedor, ou outro profissional da logística estiver a serviço de sua empresa, documentar os fatos econômicos e financeiros das operações é de suma importância para a contabilidade das organizações, base para a apuração dos resultados e do patrimônio das organizações, bem como para a apuração de tributos.

O processo de apurar os resultados das organizações significa gerar informações sobre o valor das receitas geradas pelas vendas e o respectivo custo dos serviços prestados, das mercadorias ou produtos vendidos, bem como outros gastos necessários para a realização das atividades operacionais, desde a compra de materiais até a entrega ao consumidor final.

Tais informações também evidenciam a lucratividade e a rentabilidade do negócio, bem como a remuneração do capital investido, permitindo avaliar o desempenho das organizações e saber da continuidade de suas operações.

Bem, frisamos novamente que todas essas informações somente são possíveis a partir da documentação hábil e idônea emitidas pelas organizações como comprovante das transações realizadas. Ademais, esta documentação reveste-se de prova em matérias judiciais ou extrajudiciais em que a empresa possa estar envolvida.

Professor Adriano José Azeredo – Mestre em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Menos Lucro = caixa?

A necessidade de acompanhar indicadores relacionados às finanças pessoais e empresariais é amplamente discutida. Quando pensamos nesses indicadores, principalmente nas empresas, podemos ter a impressão de que registrar as informações necessárias e a fazer os cálculos é complicado.

Realmente, a identificação do ponto de equilíbrio, margem de contribuição ou rentabilidade por produto/serviço, requer controles relacionados ao consumo de matéria prima, tempo de produção, capacidade instalada etc, tornando o acompanhamento de alguns indicadores uma tarefa mais complexa e trabalhosa. Porém, muitas vezes conceitos mais simples se confundem, induzindo o gestor a tomar decisões que podem não ser as melhores para seu negócio.

Além disso, a organização das informações sobre as finanças de uma empresa começa com o básico. Ninguém consegue identificar o ponto de equilíbrio sem antes controlar o estoque, conhecer detalhadamente todos os custos com materiais, mão de obra, etc. Inicialmente são controladas informações mais simples, para depois serem implantados os mais complexos.

Dois controles básicos que podem ser confundidos é o saldo de caixa e o lucro. Uma empresa lucrativa pode estar sem dinheiro no caixa, e o contrário também é válido: uma empresa com dinheiro no caixa pode não ter lucro. Essa situação pode causar confusão, e para simplificar, muitas vezes o saldo de caixa no final do mês é considerado lucro.

No entanto, caixa e lucro são totalmente diferentes. O saldo de caixa é formado pelos valores recebidos menos os valores que foram pagos. Dessa forma, o valor em caixa é positivo quando o total que a empresa recebeu (dos clientes ou de empréstimos) é maior do que aquilo que foi pago (para os fornecedores, funcionários, impostos).

Já o lucro, é calculado a partir das receitas (vendas realizadas) menos os custos e despesas. Uma empresa tem lucro quando consegue vender seus produtos ou serviços por um valor maior do que lhe custa fazer esse produto ou disponibilizar o serviço.

Vamos fazer um cálculo: uma empresa presta um serviço no valor de R$ 1.000. Para que pudesse prestar esse serviço, teve custos de R$ 650 (com mão de obra, materiais e impostos). Com essas informações conseguimos identificar o lucro, de R$ 350.

E como ficou o caixa da empresa? Depende das condições de pagamento negociadas com o cliente e do momento em que os custos devem ser pagos. Se o cliente vai pagar o serviço em 30 dias, e o valor da mão de obra, materiais e impostos também serão pagos futuramente, no momento da prestação de serviços, o impacto no caixa é zero. Não entrou nem saiu um real. Se o cliente pagou à vista e os custos serão pagos futuramente, há R$ 1.000 a mais no caixa; se o cliente vai pagar em 30 dias e os custos precisam ser pagos imediatamente, saem R$ 650 do caixa.

O lucro pode ser identificado no momento da prestação de serviços, porém o reflexo total desse lucro no caixa só ocorre depois que todos os valores forem recebidos e pagos.

Outra diferença é que o saldo de caixa obrigatoriamente é positivo, seu valor mínimo é zero. Se a empresa deve R$ 500 e tem apenas R$ 300 em caixa, não consegue pagar todo valor, vai ficar com caixa zerado e devendo R$ 200.

No entanto, a empresa pode ter o equivalente a “lucro negativo”, ou seja, prejuízo com uma operação. Se o valor de venda for de R$ 100 e custo de produção de R$ 120, há prejuízo.

É normal que em alguns momentos as empresas tenham caixa, mas não tenham lucro; em outros há lucro, mas falta dinheiro no caixa. Uma empresa sem caixa acaba recorrendo a empréstimos, e o pagamento de juros pode comprometer o lucro final. Uma empresa sem lucro acaba consumindo seus recursos, pois a cada venda, perde um pouco do seu patrimônio.

Não há um consenso em relação a qual dos dois é o mais importante. Enquanto alguns defendem a necessidade de lucro, outros afirmam que o que importa mesmo é ter dinheiro no caixa. Afinal, uma empresa pode ter custos não desembolsáveis (como depreciação, em função de investimentos em imobilizado) elevados e em função disso não ter lucro, mas manter saldo de caixa positivo. Por outro lado, uma empresa sem lucro dificilmente conseguirá substituir ou atualizar esse imobilizado a longo prazo, já que suas vendas cobrem apenas os custos operacionais. Isso leva a crer que o acompanhamento de ambos os indicadores se complementam. Para sobreviver a longo prazo, o ideal é que caixa e lucro estejam equilibrados.

 

Dra. Angela Maria Haberkamp

Doutora em Ciências Contábeis

Professora do Centro de Gestão Organizacional

O investimento externo na logística das empresas

As empresas têm apresentado nos últimos anos poucos recursos financeiros. Além disso, com altos investimentos para custear suas frotas, e a necessária redução dos demais recursos, as empresas não têm conseguido alinhar todas suas práticas e esforços para foco no negócio. Ler mais